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Verão e o câncer de pele

Por : em : 16 de janeiro de 2019 comentários : (0)

Durante o verão, aumentam os casos de câncer de pele. Simplificando, o câncer de pele ocorre quando as células epiteliais se multiplicam sem controle. Este é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo. Pode ter consequências sérias, levando inclusive à morte, mas é possível prevenir-se com alguns cuidados simples. Vamos falar sobre os tipos de tumor, fatores de risco, prevenção, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Tipos de câncer de pele

O câncer de pele pode ser classificado de duas maneiras: melanoma e não melanoma. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa para 2018 no Brasil era de 165,5 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e 6,260 mil novos casos de melanoma. Ambos têm cura se descobertos logo no início. Veja as principais diferenças entre os dois tipos:

Melanoma

Embora seja menos comum, o câncer de pele melanoma é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). Portanto, pode levar à morte. Tem origem nos melanócitos, células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele.  O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, o surgimento de lesões é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Não melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil. Corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Entre os tumores de pele, é o de menor mortalidade, porém, pode provocar mutilações se não tratado adequadamente. O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são:

  • Carcinoma basocelular: caracteriza-se por uma lesão (ferida ou nódulo). É mais comum e menos agressivo, e apresenta evolução lenta.
  • Carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. É mais grave, pois pode apresentar metástase (espalhar-se para outros órgãos).

 

Fatores de risco para desenvolver câncer de pele

Qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele. Quanto mais tempo de exposição prolongada ao sol (raios ultravioletas – UV), principalmente na infância e adolescência, maior a possibilidade de desenvolver a doença. É mais comum o aparecimento em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros. Pessoas de pele e olhos claros, portanto são mais sensíveis à ação dos raios solares, têm mais chance de desenvolver lesões cancerosas. Outro fator de risco é ter histórico de doenças cutâneas prévias ou casos de câncer de pele na família. Outros fatores de risco incluem indivíduos com sistema imune debilitado e exposição a câmeras de bronzeamento artificial.

Como prevenir o câncer de pele

A prevenção do câncer de pele requer a adoção de alguns cuidados:

Como prevenir o câncer de pele

  • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h. Esse período é o de mais incidência de raios ultravioletas que favorecem o surgimento de tumores.
  • Aplicar protetor solar com fator de proteção 30, no mínimo, cerca de 30 minutos antes de se expor ao sol. Caso tenha pele e olhos claros, é indicado FPS 50 ou superior.
  • Reaplicar o filtro solar a cada duas horas, durante a exposição solar, ou após um mergulho ou grande transpiração. Mesmo filtros solares à prova d’água devem ser reaplicados.
  • Procurar lugares com sombra. Na praia, busque ficar embaixo do guarda-sol.
  • Usar acessórios como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas.
  • Passar filtro solar próprio para os lábios.
  • Usar filtro solar mesmo nos dias nublados.
  • Hidratar-se constantemente. A ingestão de água e sucos naturais ajuda a manter a pele hidratada, portanto menos frágil à radiação solar.

Sintomas do câncer de pele

Sintomas do câncer de pele melanoma

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. Na pele normal, aparece uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação.  Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

Uma regra adotada internacionalmente é a do “ABCDE” que aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:

  • Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
  • Bordas irregulares: contorno mal definido;
  • Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);
  • Diâmetro: maior que 6 milímetros;
  • Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).

Na maior parte das vezes alterações como estas na pele não são causadas por câncer, mas é importante que elas sejam investigadas por um médico.

Sinais do câncer de pele melanoma
Referência: INCA; Ministério da Saúde. Câncer de pele: vamos falar sobre isso?.

Sintomas do câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas, podendo destruir estas estruturas. Os principais sinais são manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, ou feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

“Ao perceber qualquer alteração suspeita na pele, consulte um médico.”

Como é feito o diagnóstico e tratamento do câncer de pele

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele pode ter índice de cura acima de 90%. Normalmente, o diagnóstico é feito pelo médico dermatologista, através de exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar algumas camadas da pele não vistas a olho nu. Alguns casos suspeitos exigem a realização de biópsia para confirmação do diagnóstico.

Geralmente, o tratamento é cirúrgico, seja o câncer de pele melanoma ou não melanoma. Para casos de melanoma, a radioterapia, a quimioterapia e a imunoterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma, hoje, pode ser tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter como objetivo postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa a pacientes que anteriormente tinham um prognóstico bastante reservado.

Já no tratamento de casos de não melanoma, eventualmente, pode-se associar radioterapia à cirurgia. Existem outras opções terapêuticas para estes tipos de câncer. A terapia fotodinâmica – com uso de creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz – pode ser utilizada para a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen).  A criocirurgia e a imunoterapia tópica são também opções para o tratamento desses cânceres. No entanto, exigem indicação precisa feita por um especialista experiente.

Dezembro Laranja

Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o mês de dezembro foi escolhido para promover a conscientização da população sobre a importância em prevenir e diagnosticar precocemente o câncer da pele. É o Dezembro Laranja, que desde 2014 divulga a importância de se adotarem cuidados com a pele para reduzir os riscos da doença.

 

REFERÊNCIAS:

INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva). Câncer de pele melanoma.  Novembro, 2018.
INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva). Câncer de pele não melanoma. Novembro, 2018.
Instituto Oncoguia. Verão reacende alerta sobre o câncer de pele. Dezembro, 2018.
Bom Dia Brasil (TV Globo). Risco de câncer de pele aumenta com a chegada do verão. Dezembro, 2018.
INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva); Ministério da Saúde. Câncer de pele: vamos falar sobre isso?.
SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Dezembro Laranja reforça a importância dos cuidados com a pele.
Instituto Oncoguia. Verão: saiba como evitar os riscos do câncer de pele. Janeiro, 2019.

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