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Câncer de próstata: mitos e verdades

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Por : em : 30 de novembro de 2019 comentários : (0)

Muito se fala sobre o câncer de próstata. Tanto que o mês de Novembro é dedicado à atenção para o diagnóstico precoce do câncer de próstata e também para a saúde do homem de forma global. Como parte da campanha Novembro Azul, vamos esclarecer aqui alguns dos principais mitos e verdades sobre a doença. Afinal, é através da informação que é possível combater a doença.

Falando sobre a doença

Antes de trazer os mitos e verdade, é importante falar um pouco sobre a doença. De acordo com o INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. A cada dia 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e aproximadamente 3 milhões vivem com a doença. Por conta disso, é fundamental que os homens estejam em dia com sua saúde, consultem o médico e realizem exames periódicos de acordo com a orientação médica. Vale ressaltar que nem todos os homens devem realizar o exame de toque, principal exame para o diagnóstico do câncer de próstata – falamos sobre o assunto no blog, no texto Quem deve realizar os exames de câncer de próstata.

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, existem casos diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

Se um homem da minha família já teve câncer de próstata, tenho mais chance de ter.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Se forem dois familiares com a doença, a probabilidade é ainda maior. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos. Mas isso não quer dizer que se não há histórico familiar, o homem não apresentará a doença. Por esta razão, mesmo quem não tem parentes com tumor ou tem outros fatores de risco, deve consultar o médico a partir dos 50 anos.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

A atividade sexual aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata.

MITO. Alguns estudos mostram que homens que relataram ejaculações mais frequentes tinham um risco menor de desenvolver câncer de próstata. Entretanto, a ejaculação por si só e não sua frequência, não tem sido associada à neoplasia.

O exame de PSA diagnostica câncer de próstata

MITO. Os exames de PSA servem para medir os níveis do antígeno prostático específico na próstata. Resumindo, o PSA é produzido pela próstata em resposta a uma série de alterações que possam estar presentes na próstata, incluindo uma infecção ou inflamação (prostatite), o aumento de tamanho da próstata (hiperplasia benigna da próstata) ou, possivelmente, o câncer.

O exame de toque retal não é necessário se eu fizer o exame de PSA.

MITO. Os exames são complementares e por isso é importante que sejam feitos os dois. Apresentar PSA aumentado não quer dizer que necessariamente o homem tem câncer. Tampouco ter o PSA baixo significa que o homem não tem a doença, pois o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da necessidade de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença. É por isso que nem todo homem precisa realizar o exame de toque.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Os sinais de tumor na próstata são frequentemente detectados pela primeira vez durante um check-up de rotina. Geralmente, os sintomas mais comuns incluem necessidade frequente de urinar, dificuldade em iniciar ou interromper a micção, fluxo fraco ou interrompido de urina, dor ou ardor, dificuldade para ter uma ereção, ejaculação dolorosa, sangue na urina ou no sêmen, dor frequente e rigidez na parte inferior das costas, quadris ou coxas. Aparecem devido à hiperplasia prostática, ou seja, o crescimento benigno da glândula.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia. Por outro lado, a prática regular de exercícios e atividades físicas pode agir de modo protetor. Além disso, tem sido um fator modificável mesmo durante o tratamento do câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:

  • Fortalecimento imunológico;
  • Prevenção da obesidade;
  • Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais;
  • Redução do estresse.

 

REFERÊNCIAS:
Portal da Urologia. Novembro Azul chama a atenção para o cuidado do homem com a próstata e a saúde. Outubro, 2019. Acesso em nov/2019.
Portal da Urologia. Mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Outubro, 2017. Acesso em nov/2019.
A.A.Camargo. Mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Novembro, 2018. Acesso em nov/2019.
Instituto Oncoguia. Mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Novembro, 2013. Acesso em nov/2019.

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